Portugal classificado na 16ª posição quanto à Igualdade de Género

De acordo com o Relatório sobre o progresso da igualdade entre mulheres e homens no trabalho, no emprego e na formação profissional – 2018, as mulheres continuam a trabalhar em áreas “tradicionalmente femininas”, tais como saúde humana e apoio social (83,3%) e educação (78,5%) e em atividades de consultoria, científicas, técnicas e similares (55,2%).

A caminhar para uma sociedade progressista no que à igualdade de género diz respeito, Portugal tem estado, desde o ano de 2005, a evoluir a um ritmo mais acelerado do que a média da União Europeia.

Representando cerca de 49,2% do emprego em Portugal, nas administrações públicas as mulheres têm uma cota de 60,2% do emprego, estando “tendencialmente mais representadas do que os homens nos níveis de qualificação mais elevados”. Os homens encontram-se sobre representados em setores como a Construção (92,8%), Indústrias Extrativas (92,3%), Atividades de Informação e de Comunicação (70,2%) e Agricultura, Produção Animal, Caça, Floresta e Pesca (68,2%).

Segundo o relatório, divulgado pela Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE), no grupo de “representantes do poder legislativo e órgãos executivos, dirigentes, diretores e gestores executivos”, registou-se um decréscimo, tanto na população feminina (menos 9,6 mil) como na população masculina (menos 15,3 mil), em comparação ao ano de 2017.

Um outro ponto de análise recai sobre a remuneração média mensal. Neste campo, a diferença entre ambos os sexos em 2017 é de 224,1 euros, com os homens com uma remuneração média de 1.233,5 euros e as mulheres de 1.009,4 euros, verificando-se, ainda, que “a disparidade salarial entre homens e mulheres tende a acentuar-se à medida que aumenta o nível de qualificação profissional”. A Área Metropolitana de Lisboa (AML) continua a ser a região do país que apresentava as remunerações mais elevadas, quer na base quer no ganho, e também onde continuavam a existir as maiores disparidades salariais entre sexos, na qual, em 2017, as mulheres recebiam menos 212,5€ de remuneração base (-16,8%) que os homens e menos 299,4€ na remuneração ganho (-19,3%). Ao invés, o Algarve (9,3% na base e 12,3% no ganho), a R.A. dos Açores (10,1% na base e 14,7% no ganho) e a R.A. da Madeira (13,3% na base e 16,4% no ganho) eram aquelas em que a disparidade salarial de género era mais baixa quer na remuneração base quer na remuneração ganho.

Ao nível do desemprego, verificou-se uma redução mais acentuada nos homens (menos 49,5 mil) do que nas mulheres (menos 47,5 mil), contabilizando-se, assim, “mais 16,5 mil mulheres do que homens em situação de desemprego”.

O desemprego dos mais jovens (15 aos 24 anos), entre 2017 e 2018, registou uma descida de 13,1 mil pessoas, tendo a quebra sido mais acentuada nas mulheres (-9,1 mil) do que nos homens (-4,1 mil ). Ao invés do verificado para a população desempregada em termos globais, neste grupo passou a haver menos mulheres desempregadas do que homens. Em 2018, o grupo dos 25 aos 54 anos era o que registava maior número de desempregados/as (228,2 mil pessoas), em que 54,8% pertenciam ao sexo feminino e 45,2% ao sexo masculino.

Ainda assim, o Instituto Europeu para a Igualdade de Género coloca Portugal, no ano de 2017, na 16.ª posição, em 28 países da União Europeia.

 

 

Fontes: 

Relatório sobre o Progresso da Igualdade entre Mulheres e Homens no Trabalho, no Emprego e na Formação Profissional;

Observador