O DDT E A SAÚDE HUMANA

O DDT é um produto fitofarmacêutico, do grupo dos organoclorados, constituído de átomos carbono, hidrogénio e cloro. A sigla vem da designação técnica dicloro-difenil-tricloroetano. Não existe na natureza, tendo sido sintetizado em laboratório pela primeira vez em 1874. Mais de meio século depois, em 1939, o cientista suíço Paul Hermann Müller descobriu que era um potente inseticida. Müller ganhou o Prémio Nobel em 1948.

Inicialmente, o DDT foi empregue para controlar doenças transmitidas por insetos, como a malária e o tifo, entre as tropas aliadas e também em populações civis. Depois do fim da guerra, em 1945, começou a ser aplicado também na agricultura.

O uso indiscriminado do DDT está interdito há muito tempo na generalidade do mundo desenvolvido. Os primeiros países a banirem a sua utilização foram a Noruega e a Suécia, em 1970. Os Estados Unidos fizeram-no em 1972. Em 1995, 34 países tinham já proibido totalmente o DDT e outros 34 tinham adoptado severas restrições ao seu uso. A Convenção de Estocolmo sobre os Poluentes Orgânicos Persistentes, que entrou em vigor em 2004, apenas admite o uso do DDT para o controlo da malária.

Não há evidências epidemiológicas para atestar que o DDT decididamente cause cancro no ser humano. Mas, como provocou a doença em experiências com ratinhos de laboratório, a Agência Internacional de Investigação sobre o Cancro classifica o DDT como um “possível cancerígeno humano”.